A 1ª temporada de #DivorceNaHBO foi boa, mas falta brilho a série.

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Não assista a #DivorceNaHBO na esperança de ter gargalhadas. É mais uma série vendida como “comédia” mas onde o fator riso é um acessório, uma consequência de outras ações. Após anos de casados e 2 filhos, Frances e Robert estão com o casamento estagnado e implicam um com o outro por tudo. Eis que numa festa de um casal de amigos, Frances tem um estalo e pede o divórcio a Robert. A partir daí começa uma guerra entre os dois onde várias traições de tipos diferentes são descobertas. Frances tinha um caso com outro cara e Robert estava escondendo da esposa a real situação financeira do casal.

Voltando ao canal que a ajudou a alcançar o estrelato mundial, é impossível não querer comparar a nova personagem de Sarah Jessica Parker com a Carrie de #SexAndTheCity. Mas além do fato de serem interpretadas pela mesma atriz e terem amigas confidentes nas duas séries, Frances e Carrie são bem diferentes e Sarah Jessica Parker faz questão de pontuar isso. Em Frances ela opta por uma atuação mais discreta, com o corpo tenso e rosto quase inexpressivo, ao contrário de Carrie que é extravagante, sorridente e desfilava na calçada até para ir comprar um pão. Esse tom sóbrio e “minimalista”, aliás, é o usado em toda a série e é sua maior qualidade e seu maior defeito. Ao mesmo tempo que é uma delícia acompanhar o casal e suas descobertas pós pedido de divórcio num tempo mais “real”, a série se torna em vários momentos monótona, carente de brilho. Uma esperança seria os coadjuvantes, principalmente a personagem de Molly Shannon (a amiga louca do primeiro episódio) mas não. Todos os personagens seguem o mesmo tom, a mesma cor.

Os destaques da temporada ficam por conta das situações constrangedoras que Frances e Robert são inseridos, da dinâmica entre Sarah Jessica Parker e Thomas Haden Church (Robert) e do desempenho de ambos os protagonistas. As cenas de Frances e Robert no discurso da ceia de Natal, na terapia de casal e no aconselhamento familiar são exemplos do tipo de humor gostoso da série. São cenas que se apoiam no constrangimento dos personagens e na boa dinâmica dos atores. Sarah Jessica Parker, além dos pontos já citados, se destaca também por poder mostrar seu lado mais dramático e manda muito bem. A cena onde ela desabafa com os pais sobre o motivo do divórcio é uma delas. Thomas Haden Church merece muito destaque pela construção do seu Robert. É um tipo louco mas que ele não deixa cair no caricato. A cena onde Frances questiona o fato dele comprar várias casas sendo que nenhuma estava sendo vendida e, do nada, ele começa a imitar um robô é um exemplo.

A 2ª temporada já está confirmada, e até mesmo o gancho no final do último episódio da 1ª temporada é pouco chamativo. #DivorceNaHBO é uma boa série e tem qualidades, mas a falta de brilho ou de um “tchan” a mais não a torna um série que nos faça querer ser assíduos. O divórcio talvez seja iminente.

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